quinta-feira, 27 de maio de 2010

Uma história de quase amor...

Hoje foi um dia, que o caminho me presenteou com uma história, já que a foto do dia não foi ele quem me deu.

Ai vai mais uma de minhas verdades:

... e olhando nos olhos dele, ela perguntou:

- Amigo pode dar beijo na boca?

A resposta não veio em forma de palavras, é óbvio! Mas também não veio em forma de um beijo qualquer. Foi um beijo com jeito de quase pra sempre, mesmo que o "quase" não tivesse sido percebido naquela hora.

Depois do beijo não sei dizer exatamente o que aconteceu. Sei que passado algum tempo o beijo continuava com um gosto que ela não conhecia, mas gostava.

O tempo não é muito importante nessa história porque foi breve e não se deixou ver passar. Mas também foi longo que uma vida não seria suficiente para enumerar tudo que ele os fez viver.

Ele era diferente. Trazia consigo segredos que esqueceram de se revelar. Talvez porque algumas palavras ainda não tivessem sido inventadas.

Mas vamos tentar com as letras, as palavras e as frases contar o que aconteceu. Mesmo que elas não traduzam todas as verdades.

Pois um dia, sem olhar nos olhos dela, ele escreveu:

Você não é uma pessoa da qual a gente vai embora.

Mas se foi e deixou a história de amor com um quase de um tamanho...


sexta-feira, 21 de maio de 2010

E ela aprendeu a rimar...

Uma coisa não dá pra negar, quem convive com criança não tem um dia igual ao outro.
Até as chatices, as birras, os desaforos, mesmo sendo parecidos, tem suas peculiaridades.
Mas isso, não é nem de longe a melhor coisa.
O que eu curto mesmo é ver essas pessoinhas crescendo. É muito legal ver como elas vão aprendendo a lógica das coisas.
Ontem, depois de ser a mais linda de todas as bailarinas que interromperam a coreografia para pular no colo da mãe, fomos jantar num restaurante aqui perto.
Entre batatas fritas, bife e bagunça, a menina se colocou entre mim e o vovô.
A brincadeira rolava solta e entre "piririm piririns" ela descobriu a rima e soltou um delicioso:
"piririm piririm, eu agarro a didizinha, pororão pororão, eu agarro o vovozão".
Repetidas vezes, repetidos abraços, repetidos beijos.
E mais uma vez, ficamos nós, com cara de bobos, completamente encantados pela menina!!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Apenas algumas linhas...

Hoje é meu segundo dia do Projeto 365 Dias. Queria apenas registrar que já senti uma interessante mudança.
Antes, a audição era o meu sentido primeiro. Ouvir era o que me movia.
Agora, o olhar me conduz. "Clico" o tempo todo com o olhar.
Observo a luz, as cores como nunca.
Imagino, que em alguns momentos, tirar a foto do dia vai se tornar uma obrigação, mas por hora, escolhê-la é que está complicado.
Quem quiser acompanhar a saga: http://Dri365Dia.blogspot.com

sábado, 20 de março de 2010

Os filmes, os nomes dos filmes, a tradução do nome dos filmes, e o desejo de ver ou não ver os filmes

Não é de hoje, isso significa que faz tempo que me irrito com as traduções dos títulos de filmes. Mas, recentemente, dois em especial quase me impediram de vê-los. E seria lastimável, perder dois filmes muito bons, por causa de um "desinfeliz" que os rebatizou na língua tupiniquim.

O primeiro deles, "The Blind Side", estrelado pela Sandra Bullock, que inclusive levou o Oscar por sua atuação irreparável, chamaram de "Um sonho possível". Tudo bem, realmente ela faz com que o quase impossível se torne possível para o jovem Michael "Big Mike" Oher. Mas, gente, “Um sonho possível”é piegas!! E o filme, apesar de ser uma história que tinha tudo para cair nesse quadro, é quase seco, mesmo fazendo com que lágrimas furtivas que rolassem na minha face.

Não sou uma cinéfila Blockbuster, gosto de filmes alternativos. Amo o cinema argentino, italiano, iraniano, indiano e outros tão exóticos que já ouvi: "isso é filme que só você e minha filha gostam". Mas enfim, gosto.

Apesar do gosto pouco convencional, tenho por hábito assistir aos indicados ao Oscar antes da cerimônia de premiação, claro que na medida do possível, pois quando dependemos deles entrarem em cartaz fica complicado. Já quando podemos baixar da internet, é possível ver quase todos.

Esse ano fiz uma maratona que durou uns 2 ou 3 fins de semana para dar conta do recado.

Peguei a lista e comecei a caçá-los. De cara pulei o tal "Um sonho possível". O que me passou pela cabeça foi mais ou menos isso: "Um sonho possível" com Sandra Bullock... não vai dar! Mas depois que fui assistindo outros, foram secando as alternativas, resolvi dar uma chance a moça. Afinal, eu estava sendo, no mínimo, preconceituosa.

Pois bem, vi e adorei. O filme não tem nada de piegas, o fato dela acolher Big Mike não é regado a sentimentalismo barato. É a lógica cristã e conservadora americana. A personagem de Bullock é ... (como dizer)... uma afetuosa cristã desprovida de afeto..rsss.

O segundo caso, seria uma perda mais drástica, o filme que tem o belíssimo e poético nome de “A single man” foi rebatizado pelo desastroso “Direito de Amar”...affffffffffffffff

Jamais iria ao cinema assistir a um filme com esse nome infeliz. Mas, como costumo ler o título original, sinopse e críticas, pensei ser um filme imperdível. E bingo!! Acertei na mosca. Fui ao cinema, pois não encontrei para baixar em lugar algum. E fiquei encantada, muda, extasiada. A música, as cenas, os poucos atores em uma dança harmônica onde vida e morte se entrelaçam num intrincado nó.

Nem vou fazer uma defesa contundente do filme, apenas uma dica: assistam!

domingo, 14 de março de 2010

eu tive um sonho estranho...


... quando acordei não me lembrava de nada. (que engraçado, acabo de olhar os exemplos de marcadores: patinetes, férias, outono. E não é que no sonho tinha uma patinete...)

Mas, voltando ao sonho. Era quinta, dia de meditação matinal. A voz da Luciene me guiava pela Temperança (meu arcano pessoal, meu ego na mandala, e o que me impede de ser o que desejo no Espelho de Merlim)... hahah que post confuso. Cheio de parenteses, mas vou assim, como num sonho, sem muita lógica...

Saia do trabalho, naquele dia meu meio de transporte era uma patinete, sim, amigos, uma patinete. O caminho iniciava-se com uma subida. Montei na patinete e nada aconteceu. Eu não conseguia me lembrar como fazia para subir. Sabia que havia um movimento para isso, tentei virar o corpo para um lado e para outro, mas nada... Pendurei a patinete no ombro, como se fosse a coisa mais certa a se fazer.

Comecei meu caminho, estava num lugar estranho. Casinhas e mais casinhas, ladeiras, escadas, becos. Na porta de uma casa, uma placa "saída". Entrei, apesar de querer sair...rsss
A casa parecia um labirinto, escadas, corredores espremidos... Encontrei, enfim, uma moça que me mostrou a porta de saída. Precisei me esgueirar pela porta que não abria direito impedida por um botijão de gás ou coisa parecida. Mas, saí!!

Em frente a casa (que não estava mais lá) uma enorme estrada em construção. Máquinas, operários, no meio de um nada... Peguei a estrada a direita, bem no ponto onde haveria um assentamento (no meio da estrada). Assim que escolhi a direção, uma pergunta: será que é pra esse lado? Dei tantas voltas dentro daquela casa que de nada tenho certeza.

Me aproximei de um operário (que usava capacete...rsss) e perguntei: Como faço para ir para Belo Horizonte? Falei Belo Horizonte porque tinha certeza que depois de tanto andar havia realmente saido da cidade.

"Lugar interessante para ir para Belo Horizonte", disse ele. Aqui de ........................ (não me lembro o nome do lugar) você pode ir para qualquer lado que você chega lá. Estranho, né!!

Então acordei.... Voltando a meditação... Quando a Luciene falava sobre a Temperança, (uma carta que busca algo que nunca encontra, mas no caminho encontra outras coisas), a imagem da mulher misturando a água, jogando de um jarro para o outro me fez voltar pro sonho e vivê-lo desse jeito que contei ai. Acabou no mesmo lugar. O que não garanto, é que a noite o sonho tenho sido assim...




segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Uma viagem...






Não sei exatamente quando começa uma viagem. Se é quando você começa a pensar nela, decidi ir, compra as passagens e faz as reservas, embarca ou chega ao destino. Mas isso não é muito importante, assim como o tempo é secundário quando você realmente embarca numa viagem. Relógio é um acessório dispensável quando você pode deixar-se levar pelos sinais de seu corpo. Assim sendo, e por nisso acreditar, esses posts não obedecem ordem cronológica, e ainda que tenha uma pretensão temática, mostrará fotos e fragmentos narrativos para que cada um embarque na própria viagem, crie seu próprio roteiro e navegue a seu bel prazer!! Divirtam-se...

26 de outubro a inquietação tomou conta de mim de verdade. Passara um fim de semana desconectada da realidade e ao pisar de novo no mundo real percebi que ele podia ser bem mais divertido.

Férias se aproximavam... 20 dias de coletivas. Natal e Ano Novo inclusos. Viajar só? Não me parecia uma boa ideia naquele momento. Mas viajar era preciso e tinha que ser A VIAGEM. Não conseguia pensar em melhor destino do que Abu Dhabi. Uma série de fatores me levavam para aquele lugar. Visitar pessoas muito queridas, conhecer um lugar muito diferente, ter boa companhia para atravessar o oceano e mais um tanto de motivos que só descobri lá...

Da decisão a concretização... menos de uma semana. Passagem comprada com direito a uma passadinha de seis dias por Amsterdam na volta. Uns dias de banco de horas e um mês inteirinho pra ganhar mundo.

No primeiro post, fotos de por onde andei....


quarta-feira, 2 de setembro de 2009

E Deus criou a internet...

Alguns milhões de anos depois de criar o universo o Senhor se entediou de ver sua obra se acabando e fazendo tolices...

Então, Ele parou, pensou e enfim teve uma nova idéia: criar outro universo, desta vez... Virtual!!

Os anjos logo falaram:

- Senhor, mas virtual?? Que coisa mais sem graça!!!

E Deus respondeu:

- Pode parecer sem graça, mas quando estiver tudo pronto vai ser muito interessante.

Começando sua nova obra, Deus, no primeiro dia criou os computadores pessoais - conhecidos como PC's, eram lentos, com pouco espaço e não ofereciam muita diversão. Mas obstinadamente Deus foi aperfeiçoando o negócio. Colocou memória RAM, aumentou os HDs, turbinou os processadores, melhorou as placas de vídeo e som, inventou os monitores de LCD até que os PC's encolheram de tamanho e multiplicaram a capacidade de servir ao homem - esse descendente daquele primeiro homem, o tal de Adão.

Os PC's adequados agora conversavam entre si através da internet. Foram criados os sites de relacionamento, os bate papos, o ICQ, o MSN, o skype, os navegadores e tudo quanto o homem precisasse para não sair mais perto dos computadores.

Os anjos, aquela altura, começavam achar tudo bastante divertido.

Pessoas que convervam em tempo real com imagem e som estando a milhares de quilometros de distância, páginas que contavam um pouco sobre cada pessoa daquele universo, a multiplicidade adquirida pelos humanos que podiam estar ao mesmo tempo no mundo real e no virtual.

Mas com tantas facilidades, a vida no mundo virtual foi ficando, obviamente, um tanto fácil.

Então Deus se lembrou de colocar limites na sua criação, algo como a maçã que ele plantou no paráiso.

E depois de muito refletir, Deus teve uma ideia brilhantes: criou programas de compartilhamento de arquivos.

Tudo parecia que vinha para o bem, pois as pessoas poderiam dividir suas posses. Uma divisão que não diminui, mas que multiplica músicas, filmes e programas por todo o mundo.

Massssssssssssss, como a ideia era limitar, Deus deu aos homens todas as ferramentas, estimulou a troca e quando tudo parecia correr bem, alguém lá do alto falou:

- Quem baixar arquivos no universo virtual será expulso do paraíso.

A história se repete, mas tenho para mim, que se isso for cumprindo, assim como o paraíso, o tal mundinho virtual ficará às moscas!!!