quarta-feira, 2 de setembro de 2009

E Deus criou a internet...

Alguns milhões de anos depois de criar o universo o Senhor se entediou de ver sua obra se acabando e fazendo tolices...

Então, Ele parou, pensou e enfim teve uma nova idéia: criar outro universo, desta vez... Virtual!!

Os anjos logo falaram:

- Senhor, mas virtual?? Que coisa mais sem graça!!!

E Deus respondeu:

- Pode parecer sem graça, mas quando estiver tudo pronto vai ser muito interessante.

Começando sua nova obra, Deus, no primeiro dia criou os computadores pessoais - conhecidos como PC's, eram lentos, com pouco espaço e não ofereciam muita diversão. Mas obstinadamente Deus foi aperfeiçoando o negócio. Colocou memória RAM, aumentou os HDs, turbinou os processadores, melhorou as placas de vídeo e som, inventou os monitores de LCD até que os PC's encolheram de tamanho e multiplicaram a capacidade de servir ao homem - esse descendente daquele primeiro homem, o tal de Adão.

Os PC's adequados agora conversavam entre si através da internet. Foram criados os sites de relacionamento, os bate papos, o ICQ, o MSN, o skype, os navegadores e tudo quanto o homem precisasse para não sair mais perto dos computadores.

Os anjos, aquela altura, começavam achar tudo bastante divertido.

Pessoas que convervam em tempo real com imagem e som estando a milhares de quilometros de distância, páginas que contavam um pouco sobre cada pessoa daquele universo, a multiplicidade adquirida pelos humanos que podiam estar ao mesmo tempo no mundo real e no virtual.

Mas com tantas facilidades, a vida no mundo virtual foi ficando, obviamente, um tanto fácil.

Então Deus se lembrou de colocar limites na sua criação, algo como a maçã que ele plantou no paráiso.

E depois de muito refletir, Deus teve uma ideia brilhantes: criou programas de compartilhamento de arquivos.

Tudo parecia que vinha para o bem, pois as pessoas poderiam dividir suas posses. Uma divisão que não diminui, mas que multiplica músicas, filmes e programas por todo o mundo.

Massssssssssssss, como a ideia era limitar, Deus deu aos homens todas as ferramentas, estimulou a troca e quando tudo parecia correr bem, alguém lá do alto falou:

- Quem baixar arquivos no universo virtual será expulso do paraíso.

A história se repete, mas tenho para mim, que se isso for cumprindo, assim como o paraíso, o tal mundinho virtual ficará às moscas!!!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

5 anos...

Dos homens da minha vida
O que mais beijei foi meu avô.
Dele herdei uma mala,
uma bússola ,
um canivete,
e gosto pelas viagens.
Nunca conheci ninguém,
além dele,
que não tivesse um momento sequer de mau humor.
Confesso que tive a oportunidade de vê-lo bravo,
Mas mal humorado... nem uma vez.
Homem de hábitos particulares
Era incapaz de gastos supérfluos.
Jamais gastava com roupas, sapatos e outros luxos.
Pois se o fizesse, sobraria menos para o essencial:
Os Vinhos!!! Ah, isso sim, quem poderia viver sem eles!?!?
Mas ainda assim, não era pão duro,
Porque se fosse,
jamais levaria a reboque toda a família para conhecer os mais longínquos e exóticos lugares.
E com toda a sua simplicidade, era um homem de gosto fino
e dedicou parte da vida a um único esporte, esqui na neve!
Nos idos de 60 chegou a ir para Argentina de Kombi com os filhos mais velhos
para praticar seu esporte do coração.
Acho que não sou capaz de imaginar as condições de tal aventura.
Mas mesmo assim, os participantes da epopéia só têm boas recordações.
Imagino que sob o seu comando,
A Kombi e as estradas deviam parecer seguras e confortáveis!
Organizado e rigoroso com horários,
Não fazia menor cerimônia em ditar as ordens,
Nem sempre com muita delicadeza,
mas sempre com uma segurança que ninguém se atrevia a questionar.
Adorava de sorvete de creme,
torta de frango da Edith,
Queca da Marião,
Peito de frango,
Queijos, truta
E muitas outras coisas.
não comia chocolate, contava que era alérgico.
A única coisa que me lembro dele não gostar era abóbora,
mas depois dos 80, disseram-lhe que fazia muito bem
e ele então passou a comer abóbora todos os dias,
sim, todos os dias!!
Não era homem de meios termos,
Se era bom, era bom e pronto!
Mas bom, bom mesmo, era ele...
Construiu uma casa, que apesar de saber tudo de eletricidade,
não tenha luz direta na sala, mas
tem seis quartos de dormir, um escritório,
uma salinha para o sol, um quarto de música, uma sala de jantar,
lareira, varanda e um quarto enorme para os netos.
Parece um exagero, mas não é,
Apesar de nenhum dos dez filhos terem morado na casa,
Ela fica pequena quando a turma chega,
Mas ai, a gente vai se achegando, achegando
E sempre acha um lugar.
Porque a casa que ele fez,
a casa da minha vó,
é a casa de todos nós!
E quando vem a saudade,
A gente olha ao redor,
E vê que eles estão lá.
Ele, entornando vinho na mesa.
Ela, olhando o prato, olhando por todos nós.
Ele, derramando gargalhadas,
Ela, economizando palavras.
Por hora,
nada mais a dizer.
Para sempre,
muito para lembrar...

domingo, 16 de agosto de 2009

o que alimenta a alma e o corpo...

Foi numa conversa cotidiana que surgiu o assunto sobre cozinhar. Não o cozinhar em dia de festa, executando com maestria aquela receita especial de um caderno pouco manuseado, mas o cozinhar do dia a dia.
Há anos faço isso, muitas vezes para comer sozinha, outras para receber amigos, outras família, e ultimamente para sentar a mesa com "as meninas".
Eu poderia facilmente pular essa tarefa, mas cozinhar alimenta minha alma.
Trivial simples: arroz, feijão, carne, legume, salada e muito, muito amor...
Alguns dias, temos um cardápio definido, quarta a noite, por exemplo, é dia de macarrão. A pequena adora e eu, como vou pedalar, me beneficio da energia da massa e das boas companhias.
Hoje foi dia de mesa cheia, dia de filet e risoto de morango. Cardápio diferente, de "festa", mas sem necessidade de receita.
A química começa nas minhas mãos, pula pra panela, é transformada pelo calor das chamas. Nesse momento o aroma já se espalhou pela casa enchendo de apetite os comensais.
Comida na mesa, deleite para os olhos e prazer para a boca.
Silêncio, sorrisos, um brinde.
Um brinde a todos os dias!!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Em BH meu diploma vale mais!!

PROJETO EXIGE DIPLOMA PARA JORNALISTA DA CMBH E PBH


Foi protocolado, no dia 1º de julho, na Diretoria Legislativa da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), projeto de lei que estabelece obrigatoriedade de diploma de Comunicação Social, habilitação em Jornalismo, para os profissionais contratados para exercer o cargo de jornalista ou assessor de imprensa nos poderes Legislativo e Executivo do município de Belo Horizonte.

De autoria da vereadora Luzia Ferreira (PPS), presidente da Câmara Municipal, e do vereador Adriano Ventura (PT), o projeto defende a formação acadêmica e técnica nas faculdades de Comunicação para o trabalho jornalístico e se baseia no compromisso com a importância da profissão para a garantia e o avanço do sistema democrático.

A presidente da CMBH lembra que a exigência do diploma representou um avanço para o País, com a profissionalização de uma categoria cuja “atuação era condicionada por relações pessoais e interesses distintos de seu verdadeiro sentido, que é zelar pela qualidade de informação repassada à sociedade”.


Concursos


A exigência do diploma abrange a contratação por meio de concursos, de Processo Seletivo Simplificado (Habilitação) e de outros meios que as demais normas pertinentes, já existentes ou que vierem a vigorar, assim permitirem.

Para efeitos dessa lei, consideram-se exercício privativo de jornalista as seguintes atividades: direção, coordenação e edição dos serviços de redação jornalística; redação, condensação, titulação, interpretação, correção ou coordenação de texto jornalístico a ser divulgado, contenha ou não comentário; entrevista jornalística ou reportagem, escrita ou falada; planejamento, organização, direção e eventual execução de serviços técnicos de jornalismo, como os de arquivo e pesquisa.

Ainda: planejamento, organização e administração técnica dos serviços de redação, condensação, titulação, interpretação, correção ou coordenação de texto jornalístico; coleta de notícias, informações ou imagens e seu preparo para divulgação, bem como o processamento de textos jornalísticos; revisão de originais de matéria jornalística, com vistas à correção redacional e a adequação da linguagem.

E, finalmente: organização e conservação de arquivo jornalístico, pesquisa dos respectivos dados para elaboração de notícias, comentários ou documentários; elaboração de texto informativo ou noticioso para transmissão através de meios de comunicação eletrônica; e assessoramento técnico na área de jornalismo.

Considera-se também exercício privativo de jornalista aquelas atividades passíveis de divulgação por processos gráficos, radiofônicos, fotográficos, cinematográficos, eletrônicos, informatizados ou quaisquer outros. Também serão privativas de jornalista profissional as funções de confiança pertinentes às atividades descritas nesta lei, bem como quaisquer outras chefias a elas relacionadas.

A fiscalização ficará a cargo da sociedade organizada, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais e de categorias congêneres.

http://portal6.pbh.gov.br/dom/iniciaEdicao.do?method=DetalheArtigo&pk=999931

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Senador apresenta projeto que torna obrigatória exigência de diploma para jornalista



Da Agência Senado


O senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) apresentou, nesta quarta-feira (1º), proposta de emenda à Constituição (PEC) que vincula, obrigatoriamente, o exercício da profissão de jornalista aos portadores de diploma do curso superior de jornalismo. A PEC tem como objetivo superar o impasse provocado pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, no mês passado, declarou nula a exigência do diploma prevista no decreto-lei 972, de 17 de outubro de 1969.

A PEC, entretanto, apresenta duas ressalvas, ao permitir que colaboradores possam publicar artigos ou textos semelhantes e os jornalistas provisionados continuem atuando, desde que com registro regular. Os jornalistas provisionados com registro regular são aqueles que exerciam a profissão até a edição do decreto.

O decreto-lei permitiu, ainda, que, por prazo indeterminado, as empresas pudessem preencher um terço de suas novas contratações com profissionais sem diploma. Conforme a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), esses jornalistas provisionados possuem registro temporário para trabalhar em um determinado município. O registro deve ser renovado a cada três anos. E essa renovação só é possível para as cidades onde não haja nenhum jornalista interessado na vaga existente nem curso superior de jornalismo.

"Uma consequência óbvia da não obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão seria a rápida desqualificação do corpo de profissionais da imprensa do país. Empresas jornalísticas de fundo de quintal poderiam proliferar contratando, a preço de banana, qualquer um que se declare como jornalista. Era assim no passado, e resquícios desse período ainda atormentam a classe jornalística de tempos em tempos", argumenta o parlamentar sergipano, na justificação do seu projeto.

Conforme o senador, a principal atividade desenvolvida por um jornalista, no sentido estrito do termo, é "a apuração criteriosa de fatos, que são então transmitidos à população segundo critérios éticos e técnicas específicas que prezam a imparcialidade e o direito à informação". Daí a exigência de formação e profissionalismo.

O senador rebateu, nesta quarta, as críticas dos que acham que a PEC é uma "confrontação ao Supremo", já que este teria tentado preservar a cláusula pétrea do texto constitucional que se refere à garantia da liberdade de expressão. Segundo Valadares, a exigência do diploma diz respeito não à liberdade de expressão, mas à qualificação indispensável para uma atividade profissional que interfere diretamente, e de forma ampla, no funcionamento da sociedade.

O parlamentar assinalou, também, que a existência da figura do colaborador em todas as redações é uma prova de que a liberdade de expressão não está sendo tolhida. Exemplos disso são médicos, advogados e outros profissionais que escrevem textos técnicos sobre os campos onde atuam. E poderão continuar a fazê-lo, caso a PEC seja aprovada.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Um não ao "SE"...


Pouco sei dizer do que poderia ter sido. Sabe aquele tanto de "Se" que nos dizem, que a gente pensa... diga não a ele.
Não dá para passar a vida pensando nas possibilidades não vividas, nos passos que não demos, no emprego que não veio, nos filhos que não tivemos, na prova que perdemos, no amor que se foi, na viagem que não fizemos, na esquina que não viramos, na carreira que não escolhemos, nos amigos que não encontramos.
Sobre o que não aconteceu pouco sei dizer e menos ainda quero pensar.
Prefiro falar sobre "o que está sendo", assim mesmo... "gerundiando". Porque outra tolice é pensar só no que "é" como um fato isolado com princípio, meio e fim.
Sei falar muito bem sobre os passos que tenho dado pelas ruas e na vida.
Digo com certa propriedade a respeito do meu trabalho diário, da pequena que vive comigo, das provas que fiz, do amor que insiste em não partir, das inúmeras viagens que fiz - grandes e pequenas, das esquinas que viro e atravesso todos os dias, da carreira que escolhi e dos amigos que tenho encontrado.
Enfim, pensei esse texto enquanto caminhava, voltando do trabalho. Pensei e agradeci que tudo esteja acontecendo assim, do jeitinho certo, no tempo certo, sem "Se" nem "Senão".

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Por que eu não quero "adevogar"?

Acredito no poder da informação e da palavra. Acredito na formação do profissional de imprensa. Enfim, acredito do meu DIPLOMA!!!

O domínio das técnicas aprendidas nos quatro anos de faculdade muito tem me servido. Não creio que folhear manuais ou simplesmente gostar de escrever me dariam a destreza que tenho com as palavras. Sim, eu tenho técnica e talento. Prestei vestibular, frequentei aulas de redação usando máquinas de escrever, tirei foto com máquinas manuais, diagramei sem computador, aliás, na minha época, jornalista não "se dava bem com computador".

No entanto, o senhor ministro do STF acha que não preciso do MEU diploma para exercer a MINHA profissão.

Ele alega que a exigência cerceia o livre direito de expressão, não consigo enxergar isso. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Outro motivo, segundo ele, é que a profissão não oferece nenhum risco, assim como um chefe de cozinha!!

Fico aqui, com meus botões, tentando achar o risco que oferece a sociedade um "adevogado", um juiz. Penso que eles, assim como nós, JORNALISTAS, oferecem risco sim. Se não matamos pessoas quando cometemos enganos no exercícios de nossa profissão, podemos matar a honra de qualquer cidadão.

Mas, mesmo assim, senhor ministro, mesmo sem uso, meu DIPLOMA tem valor. E prefiro ser jornalista a "adevogado". Prefiro contar fatos a arbitrar sobre o diploma alheio.

Faça bom uso do seu, que continuarei fazendo do meu!!!